Registrar histórias de vida, preservando memórias e valorizando o ser humano: eis o que me move. Me formei em Jornalismo pela demagógica ideia de mudar o mundo. Logo percebi que não seria possível mudá-lo de maneira imediata, mas também muito rápido descobri que algumas coisas simples ajudam a transformá-lo dia a dia, de gota em gota. Literatura, histórias, valorização da memória são algumas dessas “simplicidades”.
Me formei na Unesp Bauru, em 2012. Comecei a trabalhar no jornal Bom Dia, um impresso diário de Bauru, ainda na faculdade, como estagiária. De início, me encantei com o fazer da redação. Passei sete anos atuando na produção de notícias no Bom Dia Bauru, Diário da Região (São José do Rio Preto) e A Cidade (Ribeirão Preto).
Com o tempo, aquele encantamento inicial foi sendo transformado.
Desde a faculdade, venho me especializando em jornalismo literário, que soma a apuração do jornalismo aos recursos narrativos da literatura e leva ao leitor histórias que instigam e cativam. Conta histórias reais, em textos literários, e coloca a história da pessoa como centro, parte mais importante.
Escrevi meu primeiro livro, “Memórias do Aimorés – Sete retratos da internação compulsória”, como trabalho de conclusão de curso, em 2012. Em 2014, ele foi publicado pelo Instituto Lauro de Souza Lima. Recontei a realidade por meio da história de sete pessoas que viveram a internação compulsória pela hanseníase. Desde então, me encantei pela proposta de retratar a história formal por meio dos depoimentos de quem a viveu, valorizando a força da história de vida, das memórias como patrimônio, fio constituinte do emaranhado de histórias que dão forma para o passado. Tudo é história. Somos feitos de, para e por história. Somos parte da história.
Nos jornais onde trabalhei procurei, então, levar as histórias de vida, por meio do jornalismo literário, para as notícias. Procurava colocar o personagem no centro de todas as publicações, não como coadjuvante. Tive blogs, colunas e fui responsável por reportagens especiais produzidas dessa forma: com muita literatura, jornalismo e história.
No final de 2016, pedi demissão do meu emprego no jornal A Cidade e lancei o História do Dia (************). Constitui, então, a empresa proponente MEI DANIELA ***** MONTEIRO BRITO PAVINI **********, CNPJ 29.471.957/0001-06, por meio da qual desenvolvo os projetos em parceria, capacitações, oficinas, palestras, projetos culturais como microempreendedora individual, formalizando as atividades realizadas pelo História do Dia e também outras que eu realizo como jornalista freelancer.
Conto histórias de vida de pessoas de todo tipo de Ribeirão Preto e região por acreditar que todo mundo tem uma história para contar e toda história é importante. Por acreditar que a literatura transforma mundos, aproxima, traz alento. E que nossa história é patrimônio imaterial. Nossas memórias não podem se perder com o tempo, porque elas são parte essencial na construção do passado e eternização do presente.
Publiquei mais de 450 histórias de vida. Uma produção intensa e imensa! Um acervo de trajetórias de vida e memórias. São cinco livros, três exposições, dezenas de encontros, palestras. Tudo feito com muita vontade e a busca incansável por recursos.
Percebo que as histórias que escrevo aproximam as pessoas, semeiam empatia, cativam novos leitores e também os assíduos, promove a valorização do humano. Somar literatura à memória, identidade, história de vida traz como resultado textos que comovem e se tornam mais e mais queridos não só por pessoas de Ribeirão e região, mas de todos os lugares (a internet desconstrói os limites territoriais para o que escrevemos!).
Além disso, realizo freelas diversos em portais como Repórter Brasil, entre outros trabalhos tanto na área de comunicação, como na escrita criativa.